CENÁRIO MACRO
O mês de setembro foi marcado pela redução da incerteza global, após a primeira decisão de corte de juros do Fed. Apesar da manutenção de riscos relacionados às tarifas e à política comercial americana, a sinalização de flexibilização monetária em economias centrais trouxe algum alívio aos mercados, ainda que em meio a um ambiente de crescimento desigual e tensões políticas latentes.
Nos Estados Unidos, o FOMC reduziu a taxa de juros em 25bps, para o intervalo entre 4,00% e 4,25%, em linha com as expectativas. A decisão foi acompanhada por revisões relevantes nas projeções: crescimento e inflação foram ajustados para cima, enquanto a taxa de desemprego foi revisada para baixo. Essa combinação evidencia uma clara mudança na função de reação do Fed, que passou a atribuir maior peso ao risco de enfraquecimento do mercado de trabalho diante de um choque inflacionário considerado transitório. A ata e o dot plot reforçaram a expectativa de mais cortes até o fim do ano, com as projeções indicando mais 2 cortes de 25bps.
A mudança de postura do comitê ocorre em um contexto de mercado de trabalho com sinais de claros de moderação. A inflação permanece pressionada
pelas tarifas, mas em ritmo moderado: o núcleo do PCE está próximo de 3,0% a/a. Além disso, o episódio da possível demissão da diretora Lisa Cook pelo presidente Trump adicionou ruído político e aumentou preocupações sobre a independência do Fed, reforçando a percepção de que a condução da política monetária está sujeita a maior interferência do atual presidente, que segue afirmando que a taxa de juros deveria já estar próxima de 2%.
Na China, os mercados internos performaram muito bem em comparação com o restante do mundo, apesar disso os dados de setembro confirmaram a perda de fôlego da atividade. A produção industrial desacelerou para 5,2% a/a, enquanto as vendas no varejo cresceram apenas 3,4% a/a. Os investimentos em ativos fixos arrefeceram em todas as frentes e o crédito recuou pela primeira vez em nove meses. O desempenho do primeiro semestre garante espaço para o cumprimento da meta de crescimento anual de 5%, reduzindo a probabilidade de medidas fiscais agressivas no curto prazo.
No Brasil, o Copom surpreendeu ao manter tom bastante duro no comunicado de setembro, reforçando o compromisso com a convergência da inflação. A autoridade monetária projetou IPCA de 3,4% no horizonte relevante, mostrando preocupação com expectativas ainda desancoradas. Apesar disso, as projeções de inflação de 12 meses têm sido sucessivamente revisadas para baixo, refletindo câmbio mais apreciado e alimentos em queda.
A atividade doméstica mostra desaceleração crescente. Indicadores de confiança e pesquisas setoriais apontam fraqueza, especialmente na indústria, enquanto o crédito às famílias desacelera e já mostra aumento da inadimplência. O mercado de trabalho ainda resiste, mas com sinais incipientes de arrefecimento. Nos mercados, os ativos locais tiveram performance inferior a outros emergentes, impactados pelas tensões políticas internas e pelo conflito comercial com os EUA. O fluxo de capitais externos ficou positivo e o real tem se beneficiado pontualmente do dólar mais fraco globalmente e do seu alto carrego.
MERCADO DE CREDITO PRIVADO
Em setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, adotando uma comunicação mais conservadora, alinhada às expectativas do mercado. Apesar de avanços na dinâmica inflacionária e da valorização do real, o Banco Central reforçou sua preocupação com a desancoragem das expectativas e o aquecimento do mercado de trabalho — fatores que sustentam juros elevados por um período prolongado. Nesse contexto, a expectativa é de que a flexibilização da política monetária ocorra apenas a partir de 2026, com chances limitadas de cortes ainda em 2025.
Ainda assim, a sinalização de uma possível redução na taxa de juros, ainda que não tão próxima, tem sido suficiente para estimular o mercado e trazer alívio prospectivo para os emissores, que enxergam uma trajetória de redução nas despesas financeiras. Esse ambiente, combinado à resiliência da demanda por ativos de crédito, sustentou mais um mês positivo para a indústria de fundos. Os fundos de crédito privado registraram captação líquida de R$ 17,3 bilhões, enquanto os fundos de infraestrutura captaram R$ 15,5 bilhões — o segundo maior volume do ano.
Um tema central que continua guiando o comportamento do mercado é a incerteza em torno da Medida Provisória 1.303/25, que poderá alterar a tributação sobre alguns ativos isentos. Com prazo de vigência até 8 de outubro, caso não seja votada, a MP caducará. Esse risco regulatório tem intensificado a busca por ativos isentos. No mercado secundário, o movimento foi tão forte que os spreads de debêntures de infraestrutura em relação às NTN-Bs passaram a operar em terreno negativo — ou seja, com taxas abaixo dos títulos do Tesouro Nacional. Esse apetite se explica, em grande parte, pela pressão dos prazos de enquadramento dos fundos de infraestrutura, que já captaram cerca de R$ 90 bilhões no ano — valor que representa aproximadamente um terço do patrimônio líquido da indústria 12.431, estimado em R$ 265 bilhões.
No mercado primário, as emissões de debêntures incentivadas totalizaram R$ 127 bilhões no acumulado do ano, mas apenas R$ 46 bilhões
foram, de fato, alocados em fundos. Pessoas físicas absorveram cerca de R$ 9 bilhões, enquanto coordenadores ficaram com outros R$ 65 bilhões, evidenciando a forte competição por esses ativos.
De forma geral, os spreads de crédito seguem em patamares historicamente comprimidos, inclusive para ativos atrelados ao CDI, refletindo uma demanda persistente. Isso implica em prêmios reduzidos sobre a taxa livre de risco, o que exige uma postura ainda mais cautelosa e seletiva por parte da gestão. Em um ambiente de juros elevados, há uma clara assimetria entre emissores: empresas mais alavancadas e de setores cíclicos enfrentam maiores desafios com o custo de capital, o que aumenta o risco de crédito e reforça a necessidade de análise aprofundada.
Diante desse cenário, mantemos nossa estratégia conservadora priorizando emissores com alta qualidade de crédito, fundamentos sólidos e atuação em setores com maior previsibilidade de geração de caixa. Seguimos atentos aos desdobramentos regulatórios e às condições de mercado, com foco na preservação do capital e na busca por oportunidades que ofereçam bom equilíbrio entre risco e retorno.
Butiá Top FIF CIC Renda Fixa
Em setembro, o BUTIÁ TOP FIF CIC RENDA FIXA apresentou rentabilidade de +1,36%, (111,34% do CDI). Nos últimos 12 meses, o fundo acumulou retorno de +13,68% (102,89% do CDI). O carrego bruto no final do mês fechou em CDI + 0,76%, e a duration de 1,35 anos.
O resultado do período refletiu, sobretudo, o fechamento dos spreads da maior parte das debêntures da carteira, além da contribuição positiva das alocações em FIDCs e em instituições financeiras. Entre os principais destaques de performance estiveram Cosan, CSN, Algar e Energisa. Não realizamos mudanças relevantes nas posições durante o mês.
Para os próximos períodos, continuamos atentos a oportunidades atrativas em operações estruturadas, que acreditamos poder fortalecer ainda mais a trajetória de resultados do fundo.
Butiá Plus FIF Renda Fixa
Em setembro, o BUTIÁ PLUS CP FIF RENDA FIXA apresentou rentabilidade de +1,52% (124,83% do CDI). Nos últimos 12 meses, o fundo acumulou retorno de + 14,03% (105,53% do CDI). O carrego bruto no final do mês fechou em CDI + 1,74%, e a duration de 1,45 anos.
O fundo beneficiou-se do fechamento dos spreads da grande maioria das debêntures que compõem o portfólio e sua exposição em FIDCs e alocações em instituições financeiras. Como destaque positivo de performance, tivemos as posições de Cosan, CSN, Simpar e Movida. Durante o mês não realizamos mudanças significativas nas nossas posições. Para frente, seguimos enxergando oportunidades interessantes em operações estruturadas.
Seguimos atentos ao mercado e continuamos identificando boas oportunidades em operações estruturadas, com foco em ativos de qualidade e geração consistente de valor.
Butiá Debêntures Fundo Incentivado Infraestrutura RF
Em setembro, o BUTIÁ DEBÊNTURES FUNDO INCENTIVADO INFRAESTRUTURA RF apresentou rentabilidade de 1,40% no mês. Nos últimos 12 meses, o fundo acumulou retorno de + 9,16%, líquido de IR. O yield da carteira encerrou o mês em 8,74% e a duration ao final do mês foi de 3,89 anos.
A performance do fundo no mês foi beneficiada por um movimento generalizado de fechamento de spreads nos ativos de infraestrutura, o que contribuiu positivamente para o resultado da carteira em relação aos principais indicadores. Esse efeito é demonstrado claramente ao comparar com o desempenho dos principais índices atrelados aos Títulos Públicos IPCA+, como o IMA-B 5, IMA-B e IMA-B 5+, que apresentaram retornos de 0,66%, 0,54% e 0,44%, respectivamente.
O Fundo de debêntures incentivadas, tem a prerrogativa de manter 85% da sua carteira em debêntures destinadas ao financiamento de infraestrutura pela lei 12.431, concedendo assim a isenção de IRRF ao seu cotista. Nosso mandato então, se adequa a filosofia de investimentos em projetos que devem fomentar o crescimento econômico e por isso, referenciamos o nosso fundo ao IMA-B 5, benchmark que em nosso entendimento tem maior alinhamento de interesses com os cotistas e corrobora com a visão de longo prazo da estratégia.
Butiá Top Icatu Seg Previdência Resp Lim FIF RF CP
Em setembro o BUTIÁ TOP ICATU SEG PREVIDÊNCIA FIF RF CP apresentou rentabilidade de +1,30% (106,23% do CDI). Nos últimos 12 meses, o fundo acumulou retorno de + 13,04% (98,09% do CDI). O carrego bruto no final do mês fechou em CDI + 0,67%, e a duration de 1,32 anos.
O resultado do período refletiu, sobretudo, o fechamento dos spreads da maior parte das debêntures da carteira, além da contribuição positiva das alocações em FIDCs e em instituições financeiras. Entre os principais destaques de performance estiveram Cosan, CSN, Algar e Energisa. Não realizamos mudanças relevantes nas posições durante o mês.
Para os próximos períodos, continuamos atentos a oportunidades atrativas em operações estruturadas, que acreditamos poder fortalecer ainda mais a trajetória de resultados do fundo.
MERCADO DE AÇÕES
Butiá Fundamental FIF CIC Ações, Butiá Fundamental Long Biased FIF CIC Ações e Butiá Multi-Cap Long Biased FIF CIC Ações
Em setembro o Butiá Fundamental FIF CIC Ações registrou uma alta de 3,33%, acumulando um retorno de 19,39% em 12 meses. O Butiá Fundamental Long Biased FIF CIC Ações teve uma alta de 2,71% no mês, e nos últimos 12 meses, acumula um retorno positivo de 17,39%. Em comparação, o Ibovespa teve uma alta mensal de 3,40% e acumula uma alta de 10,18% em 12 meses.
O mês foi dominado pelo cenário internacional de dólar fraco e apetite por risco, resultando na aproximação do real às mínimas anuais e em máximas históricas para os índices acionários, impulsionados pelo forte fluxo de capital estrangeiro. Internamente, a inflação medida pelo IPCA-15 surpreendeu positivamente, vindo abaixo do esperado com boa composição, e a taxa de desemprego permanece baixa, apesar de indícios de desaceleração econômica. Contudo, mesmo com o apoio da valorização cambial e da queda dos juros americanos, a curva de juros brasileira manteve-se estável, possivelmente devido à expectativa de uma agenda fiscal expansionista contínua, menor incerteza política e preocupações com a condução das políticas econômicas atuais.
No último mês, as ações da Aura Minerals e da Eletrobras apresentaram a maior rentabilidade em nossa carteira. A performance da Aura foi diretamente impulsionada pela valorização do ouro, sua principal commodity, cujo preço subiu de aproximadamente USD 3.550/oz para USD 3.870/oz. Essa alta é sustentada por incertezas globais persistentes e, notavelmente, pela migração de Bancos Centrais, que têm priorizado o ouro em detrimento do dólar como uma reserva de valor. Já no caso da Eletrobras, o movimento das ações tem sido bastante positivo desde a divulgação do resultado do segundo trimestre de 2025. Além da mudança na política de estrutura de capital da companhia, que trouxe maior visibilidade quanto ao pagamento de dividendos, a empresa também se beneficiou da percepção crescente de que os preços de
energia permanecerão em patamares estruturalmente mais elevados. Nesse contexto, a Eletrobras, por ser a maior geradora de energia do país e possuir grande parte de seu portfólio descontratado para os próximos anos, está particularmente bem-posicionada para capturar esse movimento.
No campo negativo, a ação da Iochpe-Maxion apresentou uma das piores performances da carteira, possivelmente em função de uma piora na percepção do mercado em relação ao setor automotivo global, em especial nos Estados Unidos, o que afetou as expectativas de maior rentabilidade para a companhia. Já a Azzas 2154 foi impactada por novas mudanças na diretoria após a fusão entre Arezzo e Soma. Além disso, a menor expectativa de melhora operacional para o segundo semestre, somada a um ambiente mais desafiador para as varejistas no período, contribuiu para a redução nas expectativas de lucro e, consequentemente, para a queda nos preços de suas ações.
Ao longo do mês, aproveitamos o melhor cenário para ativos de risco e aumentamos a exposição da carteira em empresas ligadas ao setor industrial e de consumo discricionário. Seguimos atentos aos movimentos das taxas de juros norte-americanas e brasileira, medidas fiscais e arrecadatórias do Governo e desdobramentos no campo eleitoral.
Temos a satisfação de compartilhar que, a partir de setembro, a equipe da Vitis Capital passou a integrar a Butiá Investimentos, em uma parceria que reforça nosso compromisso com a gestão de excelência e de longo prazo. Nesse movimento, o fundo Vitis Capital Long Biased FIC FIM, em operação desde 2020, passa a se chamar Butiá Multi-Cap Long Biased FIF CIC Ações, mantendo a filosofia e disciplina sob a liderança de seus gestores, Ennio Moraes e Paulo Furlan. Essa integração amplia nosso portfólio, fortalece nossa estrutura e representa mais um passo em nossa missão de gerar valor consistente e sustentável para nossos investidores.
Em setembro, a performance do Butiá Multi-Cap LB FIF CIC Ações foi de 1.81% contra valorização de 3.40% do índice Bovespa. Nos últimos 12 meses os retornos são de 11.44% e 10.18% respectivamente.
Consideramos – no cenário base de valoração das ações – que a combinação de dados inflacionários mais favoráveis no ambiente doméstico, o desempenho da moeda e as expectativas do processo de redução da taxa de juros pelo Federal Reserve condicionarão as perspectivas favoráveis para os ativos domésticos no curto prazo.
Para horizontes mais longos, além da convergência dos juros globais, a consolidação fiscal será o vetor crucial para o restabelecimento da confiança, do fluxo externo, convergência das taxas de câmbio e juros para cenário de reequilíbrio da dinâmica da dívida pública e déficit nominal.
Os desafios políticos diante das despesas públicas indicam necessidade permanente de esforço de negociação do Governo em cenário de proximidade de ciclo eleitoral. De modo geral, as dificuldades políticas para um ajuste fiscal estrutural ampliaram a volatilidade da curva dos juros futuros e cooperaram para desvalorização das empresas dos setores de maior alavancagem financeira e mais sensíveis aos juros – caso de nossa posição em Simpar. Dentre as mudanças mais significativas na carteira do Fundo, destacamos uma redução parcial na exposição de Itaú Unibanco e a ampliação da alocação na CBA fundada nas expectativas de retomada do padrão operacional na produção de alumínio e do grande desconto em relação ao modelo de Valor Justo.
MULTIMERCADO
Butiá Excellence FIF CIC Multimercado e Butiá Excellence Previdência FIF CIC Multimercado
No mês de setembro, o Butiá Excellence FIF CIC Multimercado apresentou alta de 1,40% e o Butiá Excellence Previdência FIF CIC Multimercado registrou alta de 1,41%, acumulando um retorno positivo de 11,84% e 11,26% respectivamente nos últimos 12 meses, contra 1,22% do CDI no mês e 13,34% em 12 meses.
Apesar de dados de emprego fracos, a economia americana segue exibindo ritmo de crescimento consistente, o que reduz os temores de recessão e permite ao Fed manter credibilidade para adotar cortes mais agressivos na taxa de juros. Esse ambiente favorece ativos de risco, e o S&P 500 segue rompendo máximas históricas. O enfraquecimento do dólar, intensificado pela queda dos juros nos EUA, tem levado investidores a buscar alternativas de reserva de valor e diversificação geográfica, impulsionando diversas classes de ativos a máximas históricas — com destaque para o ouro.
Mesmo com riscos inflacionários, tudo indica que a trajetória de cortes continuará, especialmente com a futura indicação de novos integrantes para o Fed pelo governo Trump. Se o último indicado, Stephen Miran, servir de referência, tende-se para um posicionamento mais expansionista. Assim, desde que o enfraquecimento do mercado de trabalho não comprometa o crescimento econômico subjacente, podemos aguardar novas máximas nos mercados. O shutdown nos EUA nos parece ter impacto limitado no médio prazo, embora escancare a fragilidade fiscal americana, uma vulnerabilidade que aparece em diversas economias pelo mundo.
O risco geopolítico segue elevado, com atenção para Gaza, mas especialmente para a Rússia, que tem empregado drones e caças em incursões ao espaço aéreo de países da OTAN, testando defesas e respostas. Esse ambiente reforça a atratividade do ouro como porto seguro. Já o petróleo, embora tenha apresentado algumas altas, não demonstra força decisiva e segue em patamares abaixo dos US$ 70 por barril.
No Brasil, o cenário global de dólar fraco e apetite por risco também se refletiu com força: o real se aproximou das mínimas do ano e os índices acionários renovaram recordes, impulsionados principalmente pelo forte fluxo de capital estrangeiro — evidenciado nos dados de fluxo financeiro e no desempenho relativo entre moeda e bolsa.
No cenário interno, alguns dados vieram positivos: o IPCA-15 surpreendeu para baixo, com boa composição, e a taxa de desemprego segue em níveis baixos, embora indicadores de geração de emprego apontem para uma desaceleração gradual da atividade. Ainda que a valorização do real e a queda da curva de juros americana tenham criado um ambiente favorável, a curva de juros brasileira manteve-se praticamente estável, refletindo a preocupação com a continuidade da agenda fiscal expansionista, menor probabilidade de mudança política e incertezas sobre a condução da política econômica atual.
Um marco importante foi a aprovação, na Câmara, do Projeto de Lei 1.087/2025, que isenta do Imposto de Renda salários de até R$ 5 mil e cria novas alíquotas para dividendos acima de R$ 50 mil mensais por empresa. A proposta, agora em análise no Senado, pode beneficiar cerca de 16 milhões de contribuintes em 2026 e estimular o consumo, com potencial impacto inflacionário — o que gera dúvidas sobre a eficácia das compensações fiscais previstas e representa risco para posições em juros. No mês, superamos o CDI, com destaque para o ouro como principal contribuição positiva. Diante de inflação controlada, câmbio valorizado, sinais de desaceleração econômica, juros elevados e queda das taxas americanas, mantemos posições aplicadas em juros nominais e reais nas partes curta e intermediária da curva. Também seguimos com exposição moderada à bolsa brasileira, posição tática levemente comprada no S&P, além de manter alocações em ouro, criptomoedas e posição líquida comprada em real.
