Butiá Investimentos

Agosto 2026- Carta Mensal

A equipe de gestão da Butiá Investimentos produziu a carta mensal com o objetivo de oferecer uma visão transparente e fundamentada sobre o cenário macroeconômico, os principais movimentos das carteiras e o desempenho dos fundos sob gestão. Através dela, buscamos manter nossos investidores informados sobre as decisões de alocação, os riscos observados no mercado e a estratégia adotada, sempre com uma abordagem disciplinada e focada na qualidade dos ativos.

 

CARTA MACRO

O mercado em agosto foi regido pelo comportamento do DXY, índice que reflete a força do dólar americano contra as principais moedas do mundo, e por novos desdobramentos da guerra. Com o DXY em queda, ou seja, com o dólar se enfraquecendo, ativos reais que se beneficiam desse movimento voltaram a performar bem. Commodities, seus correlacionados e as criptomoedas foram os principais destaques do mês.

Nos EUA, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, surpreendeu o mercado anunciando que iria dobrar o programa de recompra dos títulos de 10, 20 e 30 anos. A reação foi drástica, com o dólar enfraquecendo globalmente e os investidores migrando para ativos que se beneficiam desse cenário. A medida busca limitar a alta das taxas longas americanas, porém ataca o sintoma do problema, não a causa, que são os consecutivos déficits fiscais e a trajetória crescente de dívida. Isso gera um risco de credibilidade que pode causar o efeito contrário do inicialmente proposto, com o mercado global aumentando o prêmio de risco dos títulos americanos, já que a causa do problema permanece.

O núcleo do PCE veio em linha com as expectativas, com os gastos dos consumidores ficando estáveis no mês. Dados de inflação comportados e uma moderação no mercado imobiliário indicam que o Fed não precisa correr para entregar as altas de juros. Durante o Jackson Hole, Kevin Warsh indicou que o Fed ainda tem trabalho a fazer, sugerindo que as altas irão acontecer. Entretanto, o presidente parece entender que o médio e longo prazo serão de menor inflação, com a inteligência artificial tendo um impacto relevante na produtividade.

NA CHINA

Na China, os dados econômicos de julho reforçaram a fraqueza da demanda doméstica, com a produção industrial vindo abaixo do esperado. Isso levou os policymakers chineses a anunciarem novas medidas para sustentar o crescimento, sinalizando que Pequim segue disposta a intervir para evitar uma desaceleração mais acentuada.

NO BRASIL

No Brasil, as eleições foram o destaque principal do mês. Pesquisas que saíram ao longo do mês mostraram uma diminuição da vantagem de Lula sobre o candidato Flávio Bolsonaro, com Lula perdendo votos à medida que surgem alegações de corrupção envolvendo seu filho. Pelo alto nível de rejeição de ambos os candidatos, a eleição ainda está longe de ser definida. O último mês antes do primeiro turno será crucial para determinar a escolha da população.

Os dados econômicos mostram uma contínua desaceleração da atividade. Os PMIs de serviços e manufatura já estão em território de contração, a criação de empregos formais continua surpreendendo negativamente e os níveis de endividamento e inadimplência preocupam no setor de crédito.

 

MERCADO DE CREDITO PRIVADO

Agosto reforçou a percepção de avanço da desinflação e abriu espaço para a continuidade do ciclo de redução dos juros. O Copom reduziu a Selic para 14,00% ao ano, mantendo cautela quanto aos próximos passos, enquanto a prévia da inflação voltou a surpreender favoravelmente e o IPCA em 12 meses recuou para 4,24%. A melhora ficou mais evidente na curva de juros reais, com fechamento das taxas das NTN-Bs, sobretudo nos vencimentos mais curtos. Já a curva nominal permaneceu mais dividida, com os prazos longos ainda pressionados por incertezas fiscais, eleitorais e externas.

Para o crédito privado, esse ambiente segue favorável. Os ativos pós-fixados continuam oferecendo carrego elevado, enquanto o fechamento dos juros reais beneficia a marcação a mercado dos títulos indexados à inflação. Ao mesmo tempo, a manutenção de prêmios elevados nos prazos mais longos reforça nossa preferência por duration mais controladas e emissores de maior qualidade.

Mercado primário

No mercado primário, foram emitidos R$ 32,8 bilhões em agosto, ante R$ 40,7 bilhões em julho, com FIDCs representando 48% do volume. Apesar do ritmo mais fraco, cerca de 60% das ofertas foram distribuídas ao mercado e as emissões em andamento alcançaram R$ 76,7 bilhões, maior nível desde março. Interpretamos essa dinâmica como sinal de uma demanda ainda seletiva, concentrada em estruturas e emissores de melhor qualidade.

No secundário

No secundário, o volume negociado somou R$ 86,5 bilhões. O principal destaque foi o fechamento dos spreads: no universo amplo de crédito privado, a mediana dos papéis CDI+ recuou de 121 para 89 pontos-base, enquanto nos títulos incentivados a mediana sobre a NTN-B passou de -1 para -8 pontos-base. No universo AAA acompanhado pela Butiá, porém, a compressão foi mais moderada. Os spreads CDI+ encerraram o mês próximos de 85–90 pontos-base e os IPCA+ AAA, próximos de 10 pontos-base sobre as NTN-Bs. Isso sugere que o fechamento foi mais intenso nos créditos que partiam de prêmios mais elevados, enquanto os emissores de melhor qualidade já negociavam com spreads mais reduzidos. Para nossa estratégia, isso aumenta a importância do carrego e da seleção de emissores como fontes de retorno.

Ratings e Covenants

Mesmo com um ambiente técnico mais favorável, agosto continuou apresentando movimentações relevantes de rating e episódios pontuais de renegociação de covenants. Esses eventos reforçam que a melhora do mercado não ocorre de maneira uniforme entre os emissores e mantém elevada a importância da seleção e do acompanhamento individual dos créditos.

A indústria de fundos

Os fluxos da indústria também melhoraram. Os fundos de crédito privado registraram captação líquida de R$ 18,1 bilhões em agosto, levando o saldo acumulado de 2026 para R$ 42,5 bilhões. Os fundos de infraestrutura voltaram ao terreno positivo, com entrada líquida de R$ 371 milhões, enquanto os fundos de infraestrutura de tesouraria captaram R$ 4,8 bilhões. Em nossa leitura, a estabilização dos prêmios de crédito e o vencimento de aproximadamente R$ 257 bilhões em NTN-Bs 2026 ajudaram a sustentar essa melhora.

Nosso posicionamento

Mantemos, portanto, a estratégia dos últimos meses. O núcleo das carteiras segue concentrado em crédito High Grade indexado ao CDI, com duration curta a intermediária, complementado seletivamente por posições em High Yield e FIDCs. No crédito incentivado, priorizamos companhias com maior previsibilidade de geração de caixa, receitas contratadas e estruturas de capital adequadas, com preferência por setores mais defensivos, como transmissão e distribuição de energia e saneamento.

Leitura de gestão

Mantivemos uma carteira amplamente diversificada, com predominância de ativos High Grade, incluindo debêntures corporativas, aumentamos pontualmente alguns instrumentos do setor financeiro e FIDCs sêniores. A estratégia seguiu pautada por postura defensiva, com ênfase em duration reduzida e gestão ativa de liquidez.

Destaques do mês

Agosto teve contribuição positiva bem distribuída entre emissores dealta qualidade, com destaque para Rede D’Or, Energisa, Algar, Vix e Aegea. O principal ponto negativo veio de Armac, em duas séries, enquanto os demais nomes entre as menores contribuições tiveram impacto apenas residual sobre o resultado. O mês reforçou a importância da diversificação da carteira, com diferentes setores contribuindo de forma consistente para a performance.

Mandato e liquidez

Mandato High Grade, que busca superar o CDI com resgate D+1.

Leitura de gestão

A carteira manteve a lógica do Butiá Top, adaptada às regras do veículo previdenciário, com foco em liquidez e qualidade como principais direcionadores de risco, em um mês de maior volatilidade no crédito privado.

Destaques do mês

O resultado do mês foi sustentado principalmente por Rede D’Or, presente em duas séries, além de Usiminas e Algar. Do lado negativo, Armac concentrou praticamente toda a contribuição adversa, também em duas séries, sem outros detratores relevantes. A performance refletiu, portanto, um portfólio em que os principais créditos mantiveram contribuição positiva, enquanto o impacto negativo ficou restrito a uma posição específica.

Mandato e liquidez

Mandato High Grade, que busca superar o CDI com resgate D+7.

Leitura de gestão

O portfólio manteve seu núcleo em ativos High Grade, complementado por posições selecionadas em debêntures High Yield e FIDCs sêniores e mezanino, aproveitando a maior liberdade de gestão para buscar retornos adicionais. A estratégia priorizou diversificação por emissores e setores, duration controlada e caixa tático para capturar oportunidades de descolamento de preços em um mês de maior seletividade no crédito.

Destaques do mês

A performance de agosto contou com contribuições relevantes de Rede D’Or, Vix, Minerva, Vamos e Localiza, combinando nomes de diferentes setores e perfis de crédito. Armac voltou a ser o principal detrator do fundo no mês, enquanto as demais contribuições negativas foram pouco representativas. O resultado mostra um portfólio com múltiplas fontes de retorno, sem concentração excessiva da performance em um único emissor.

Mandato e liquidez

Portfólio ancorado em CDI+ High Grade, complementado por créditos High Yield selecionados, com tolerância marginal de risco, meta de superar o CDI, resgate D+46.

Leitura de gestão

Agosto foi positivo para a estratégia, favorecido pelo fechamento da curva de juros reais e pela boa contribuição dos ativos da carteira. Com os spreads AAA já comprimidos, seguimos vendo o carrego e a seleção de emissores como principais fontes de retorno, com preferência por setores defensivos e disciplina na duration . Os índices ligados às NTN-B foram: IMA-B 1,58%, IMA-B5 1,28% e IMA-B5+ 1,81%.

Destaques do mês

Sabesp, Algar e Energisa estiveram entre os principais destaques positivos do mês, e a carteira não apresentou detratores relevantes —mesmo os ativos de menor contribuição, como Rumo, Arteris e Eneva, entregaram resultado positivo. Agosto foi, portanto, um mês de contribuição amplamente positiva, beneficiado pelo movimento favorável do crédito incentivado e pela composição defensiva da carteira.

Mandato e liquidez

Fundo incentivado para PF conforme Lei 12.431, com referência ao IMA-B5 e resgate D+31.

Notas

O fundo de debêntures incentivadas tem a prerrogativa de manter 85% da sua carteira em debêntures destinadas ao financiamento de infraestrutura pela Lei 12.431, concedendo assim a isenção de IRRF ao seu cotista. Nosso mandato, então, se adequa à filosofia de investimentos em projetos que devem fomentar o crescimento econômico e, por isso, referenciamos o nosso fundo ao IMA-B5, benchmark que em nosso entendimento tem maior alinhamento de interesses com os cotistas e corrobora com a visão de longo prazo da estratégia.

(1) Títulos com remuneração baseada em índices de preço, como IPCA, podem ter o valor financeiro alterado retroativamente, devido à substituição da variação projetada do índice pela variação oficial.

Em agosto o Butiá Fundamental FIF CIC Ações registrou uma queda de 1,13%, acumulando um retorno de 14,68% em 12 meses. O Butiá Fundamental Long Biased FIF CIC Ações teve uma queda de 1,12% no mês, e nos últimos 12 meses, acumula um retorno positivo de 7,08%. Em comparação, o Ibovespa teve uma queda mensal de 0,33%e acumula uma rentabilidade de 25,45% em 12 meses.

O cenário internacional foi marcado pelo aumento das pressões inflacionárias e das preocupações com a curva de juros americana, impulsionadas pelo discurso duro de Kevin Warsh em Jackson Hole sobre a meta de inflação e pelo avanço do Treasury de 30 anos acima de 5,3%. Paralelamente, o conflito no Oriente Médio e a guerra na Ucrânia mantiveram restrições severas no escoamento de petróleo e derivados, comprimindo a oferta global e elevando as margens de refino a patamares recordes, apesar de uma demanda chinesa mais fraca.

No Brasil, os ativos locais iniciaram o período sob forte fuga de capital estrangeiro e pressão cambial, mas reverteram a tendência no fim do mês com o retorno do fluxo externo e o acirramento da corrida presidencial. Pesquisas mostrando maior competitividade entre Lula e Flávio Bolsonaro alimentaram expectativas de mudança na agenda econômica e impulsionaram o Ibovespa. Por fim, a curva de juros doméstica permaneceu altamente correlacionada aos Treasuries e ao cenário eleitoral, que deverá ser o principal vetor de precificação dos ativos brasileiros nos próximos meses.

As empresas com melhor performance

Na ponta positiva da carteira, os destaques foram Aura e Cyrela. O principal fator que impulsionou as ações da Aura foi o aumento do preço de ouro, cerca de 9% no mês, saindo da zona dos USD 4.000/oz, patamar de preço que durou cerca de dois meses. No caso da Cyrela, o bom desempenho refletiu tanto a sólida divulgação de resultados do 2T26 quanto um fluxo de notícias favoráveis, com destaque para a assinatura de um MOU para a venda de uma torre corporativa avaliada em R$ 2,0 bilhões. O setor imobiliário também se beneficiou de ventos favoráveis, como a extensão de 30 para 35 anos no prazo dos financiamentos do programa CVA, a alta de 2,7% na atividade setorial apontada pelos dados da CBIC e a revisão da projeção de crescimento do setor para 3,5% em 2026.

Na ponta negativa

Já no lado negativo, Smartfit e Copasa foram os principais detratores do resultado. A queda de aproximadamente 8% na ação da Smartfit logo após a divulgação de resultados decorreu de temores em relação ao avanço do TotalPass e à eventual canibalização da base de alunos, que registrou recuo no trimestre. No caso de Copasa, o resultado do 2T26 apresentou uma linha de custos mais pressionada, principalmente por efeitos não recorrentes. Adicionalmente, o cenário eleitoral em Minas Gerais passou a indicar maior probabilidade de vitória para candidatos opostos à privatização da companhia, gerando receios de ruídos e interferências futuras na gestão, ainda que improvável.

Posicionamento do mês

Ao longo de agosto, aumentamos a exposição a ativos beneficiados pela alta do petróleo e reduzimos posições em nomes mais sensíveis à curva de juros. Além disso, aproveitamos oportunidades para reforçar alocações em empresas de alta qualidade, que estão sendo negociadas em valuations que apresentam uma boa margem de segurança. Estamos atentos aos desdobramentos do cenário eleitoral, e ajustando a alocação tanto para capturar oportunidades que surjam, quanto ajustar o risco do portfólio.

Em agosto, o Butiá Excellence FIF CIC Multimercado apresentou alta de 0,78% e o Butiá Excellence Previdência FIF CIC Multimercado registrou alta de 0,81%, acumulando um retorno positivo de 10,90% e 11,02% respectivamente nos últimos 12 meses, contra alta de 1,09% do CDI no mês e 14,63% em 12 meses.
Nosso principal ganho no mês veio das posições em bolsa americana. Os índices americanos mantiveram bom desempenho em agosto, sustentados pela resiliência da atividade econômica e, principalmente, pelo forte crescimento dos lucros e dos investimentos ligados à inteligência artificial. O S&P 500 e o Nasdaq encerraram o mês em alta, apesar do aumento das preocupações com inflação e juros ao longo das últimas semanas.
Por outro lado, as preocupações com inflação e com a curva de juros americana aumentaram. Em seu primeiro discurso em Jackson Hole como presidente do Fed, Kevin Warsh reforçou que a inflação permanece acima da meta e afirmou que o banco central ainda terá trabalho a fazer caso a inflação subjacente não apresente convergência clara e suficientemente rápida para 2%. O discurso levou o mercado a aumentar significativamente a probabilidade de nova alta de juros em setembro.

Nos Estados Unidos

A ponta longa da curva americana continuou pressionada por questões que vão além da política monetária de curto prazo. O elevado déficit fiscal, o crescimento da dívida pública, a inflação ainda alta e a elevada necessidade de financiamento da economia americana mantiveram os juros longos em níveis elevados. O Treasury de 30 anos chegou a superar 5,3% durante o mês, próximo dos maiores níveis desde 2007.

Em meados do mês, o Tesouro americano anunciou que dobraria o tamanho de suas operações de recompra de títulos com vencimentos entre 10 e 30 anos. O anúncio provocou inicialmente forte queda dos juros longos e enfraquecimento do dólar, além de impulsionar ativos associados à tese de debasement. Entretanto, o efeito sobre a curva foi temporário, e os juros voltaram a subir posteriormente. Não se trata, até o momento, de quantitative easing nem de uma mudança na política monetária do Fed, mas o episódio aumentou a sensibilidade dos mercados à possibilidade de uma atuação mais ativa do Tesouro na gestão da dívida.

No Brasil

No Brasil, perdemos com a posição vendida em bolsa. O mês começou com forte saída de investidores estrangeiros e pressão sobre os ativos domésticos, mas houve uma mudança importante de comportamento nas últimas sessões. Depois de treze pregões consecutivos de retiradas líquidas, o fluxo estrangeiro voltou a ser positivo, contribuindo para uma sequência de recuperação do Ibovespa no final do mês.

Além da melhora do fluxo, o cenário eleitoral passou a exercer influência crescente sobre os preços. As pesquisas mais recentes mostraram uma disputa presidencial mais competitiva. Lula continua liderando, mas sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro diminuiu em alguns levantamentos, e pesquisas como BTG/Nexus passaram a mostrar empate técnico em um eventual segundo turno. O mercado interpretou esse movimento como aumento da probabilidade de mudança de governo e de uma eventual agenda econômica mais favorável à consolidação fiscal, embora ainda exista pouca clareza sobre a trajetória fiscal efetiva sob qualquer um dos principais candidatos.

Nosso Porftólio

Também ganhamos com nossas posições em ouro e Bitcoin. Os dois ativos tiveram forte valorização no mês, beneficiados pela queda temporária dos juros longos e do dólar após o anúncio do Tesouro, além da preocupação crescente com a sustentabilidade fiscal americana e com uma eventual perda de valor relativo das moedas fiduciárias. O ouro subiu aproximadamente 9% em agosto e o Bitcoin cerca de 25%.

No câmbio, alternamos nossa exposição ao dólar contra o real ao longo do mês e tivemos contribuição negativa, principalmente em função do timing das mudanças de posicionamento. Zeramos nossa posição em dólar contra o real: o câmbio passa a depender de forças conflitantes — de um lado, juros americanos elevados e riscos domésticos; de outro, o diferencial de juros brasileiro, uma eventual melhora eleitoral e a possibilidade de enfraquecimento global do dólar.

Butiá Excellence FIF CIC Multimercado

Butiá Excellence Previdência FIF CIC Multimercado

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